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Veremos o fim da oligarquia Soares?

Por Igor Apolônio, Engenheiro Agrônomo pela UFERSA, pós-graduando em Educação Ambiental e Editor Chefe do Observatório da Várzea.

De acordo com o dicionário: “Oligarquia é um sistema político no qual o poder está concentrado em um pequeno grupo pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico.”

Não podemos refutar o fato do grupo Soares em Assú se encaixar perfeitamente no significado da palavra, uma vez que é este mesmo grupo que está a frente do poder executivo da cidade por décadas.

A oligarquia consolidou-se em Assú a partir de Ronaldo Soares, apoiado pelo sogro, Edgar Montenegro em 1983. Deste ano em diante inicia-se uma longa trajetória política da maior oligarquia açuense, quando Ronaldo Soares passa a ser o prefeito da cidade e não permite que a família Montenegro possa retomar o poder.

Foi prefeito até 1988, quando em consonância com o grupo político da própria família apoia e garante a vitória do primo, Zé Maria. Este foi prefeito da cidade de 1989 a 1992. Em 1993 foi a vez do irmão de Ronaldo assumir a prefeitura, Lorinaldo Soares, permanecendo no poder até 1996, quando Zé Maria retorna ao cargo.

Enquanto isso, Ronaldo Soares se perpetuava no poder local por meio de seus familiares, ao mesmo tempo que conquistava outras alianças políticas no âmbito estadual. Sendo assim, eleito deputado estadual em 1990, mas passando pouco tempo exercendo o cargo, já que assumiu a secretaria de agricultura do estado durante o mandato do então Governador José Agripino.

Após escândalos envolvendo Ronaldo Soares estampando os jornais, o fundador da oligarquia retorna ao executivo municipal, como prefeito em 2001, sendo reeleito para o mandato em 2004, permanecendo no cargo até 2008.

Em 2008, o candidato para perpetuar o poder dos Soares é pela primeira vez, em 25 anos, alguém que embora não tivesse o sobrenome Soares, era pertencente ao mesmo grupo político, tendo sido secretário de saúde na gestão de Ronaldo. Dessa forma, Ivan Júnior é eleito prefeito da cidade e continua o poder da família, até que resolve romper com a oligarquia e quebrar a sequência de perpetuação do poder levando com ele o apoio de algumas pessoas importantes na força política do grupo. Em 2012, acontece a primeira derrota dos Soares, quando Ivan Júnior vence nas urnas o filho de Ronaldo, o deputado George Soares.

Em 2016, outro filho de Ronaldo, Gustavo Soares, consegue se eleger prefeito de Assú, derrotando o candidato apoiado por Ivan Júnior e retomando o poder para a oligarquia. Já em 2020, Gustavo Soares enfrentou Ivan Júnior nas urnas e venceu por apenas 5 votos.

Entretanto, a vitória dos Soares não está legitimada, uma vez que o mandato de Gustavo está ameaçado. A justiça eleitoral decidiu cassar o prefeito e a decisão se deu por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2020. Para os decisores houve compra de votos na campanha.

Sob o risco de eleição suplementar no município, os Soares já se movimentam para seguir com o poder em Assú. Fato que pode não acontecer uma vez que figuras importantes e decisivas na captação de votos podem abandonar o grupo a qualquer momento.

A queda dos Soares é esperada por décadas por grupos políticos na cidade, a falta de tempo para preparar o sucessor pode ser determinante na disputa eleitoral que deve ter adversários prontos para suprimir de uma vez por todas a oligarquia Soares do poder, assim como vem acontecendo com outras oligarquias conhecidas no estado.

Alves, Maias e Rosados perderam muita influência política nas últimas eleições e vão reduzindo cada vez mais suas representações nos poderes legislativo e executivo.

Os eleitores parecem estar buscando cada vez mais renovações políticas que permitam que outras pessoas tenham a oportunidade de desenvolver trabalhos que vão de encontro aos interesses conjuntos de outros grupos. Então deveremos ver nos próximos dias alianças se rompendo e outras alianças se formando. O que deverá surpreender e até decepcionar muita gente.

Estamos observando...

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Comentários (9)
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Guest
Aug 21

Sedução de dinheiro e poder que nem mesmo Falsielle resistiu. Assim que o marido perdeu o emprego fantasma de George e Gustavo não cedeu as pressões dela, pulou fora. O que explica ela de volta ao prato que cuspiu, se abraçando com bolsonaristas de carteirinha? Aliás, o que fez na prática Falsielle em defesa da mulher de Assu? A Delegacia da Mulher foi obra conjunta de Gustavo e Fátima, essa não vale citar.

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Guest
Jul 30
Rated 3 out of 5 stars.

Como toda área da indústria no RN ,não há fiscalização.

2

Guest
Jun 07

Depois d 10 anos por quê? ah, porque Ivan Jr. tinha acabado. Até com o título de São João mais antigo do mundo ele tinha acabado.

1

Guest
Jun 06

Derretimento tá sofrendo seu prefeito, com essa gestão desastrosa.

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Guest
May 19

Que coisa, não? Rsrsr

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Guest
May 04

Arrasou 👏🏼

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Guest
May 04
Rated 5 out of 5 stars.

Amei incrível demais!!

1

Guest
May 04
Rated 5 out of 5 stars.

Arrasou!!!

0

Guest
Mar 10
Rated 5 out of 5 stars.

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