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O PAPEL DA AGRICULTURA FAMILIAR DURANTE A PANDEMIA E PÓS PANDEMIA

Por Flávio Felipe, graduando em Educação do Campo, pela UFERSA, Secretário de Planejamento e Gestão de Porto do Mangue, coordenador do Fórum caminhos das águas doces, turismo e cultura do Vale do Açu e editor-correspondente do Observatório da Várzea em Porto do Mangue

A pandemia é fato. Mostrou a vulnerabilidade da humanidade, e nenhuma estrutura é eficiente para superar e derrotá-la sem a pactuação que garanta ações efetivas com as doses certas (VACINA PARA TOD@S HABITANTES NO PLANETA).

Diante da crise sanitária mundial não tem ninguém sem correr risco de vir a ser contagiado pelo COVID19. Negar a ciência não é só estupidez, é ser contra a vida, e também não assumir o devido dever de defender a vida acima de tudo.

Ainda não nos demos conta das sequelas que a pandemia imporá à humanidade. A reinvenção vai ser regra e para isso fluir é necessário que os olhares sejam de ser humano para seres humanos. Assim, sem ter de devorar o outro, a solidariedade será a maior moeda entre os povos e seus mecanismos utilizados pela teia formada pelos governos, empresas, instituições governamental e não governamental e etc.

A agricultura familiar tem papel estratégico na produção de alimentos. Ela garante além da chegada de alimentos saudáveis à mesa da maioria da população, a fixação do homem e da mulher na terra.

Diante do aumento de casos, com grande parte deles chegando ao ceifamento das vidas, o fechamento das feiras livres, restrições de horários de funcionamento de supermercados, e o aumento da perda do poder aquisitivo da classe trabalhadora, grande parte dos produtores têm enfrentado muita dificuldade de vender a produção, o que fragiliza o arranjo produtivo na agricultura familiar.

O papel dos governos é determinante para as cadeias produtivas na AF não apenas produzirem e venderem, é garantir que a produção seja comercializada tanto para alimentação escolar como para distribuir com a população vulnerável, visto que a cada dia a fome aumenta de maneira assustadora.

É imprescindível que interrompamos a agenda neoliberal em curso pelo governo federal, é necessária e urgente a adoção de políticas públicas à luz do desenvolvimento sustentável, justo e solidário.

Um país que não cuida dos seus filhos é uma mãe ou pai sem amor pelos mesmos. A defesa do SUS e vacina para todos é uma atitude humanitária, é ter compromisso com a vida, um bem inegociável.


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